
Desde o último sábado, dia 28, estudantes, trabalhadores e moradores de localidades, como Boa Vista, Mundaú, João da Mata, Vale do Mundaú e Aloísio Pinto, em Garanhuns, estão sem o serviço de transporte coletivo público, que vinha sendo operado pela Empresa Padre Cícero. A suspensão da linha tem provocado impactos diretos na rotina da população.

Mesmo diante dos prejuízos sociais e econômicos, a Prefeitura de Garanhuns, por meio da Autarquia Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes (AMSTT), ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O Governo Municipal não respondeu aos questionamentos do Blog do Carlos Eugênio, nem à solicitação formal de informações encaminhada pela Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE). Até o momento, nenhum Vereador se posicionou sobre o assunto. ´

Também não há confirmação se houve resposta às indagações feitas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns (relembre AQUI).

COMERCIÁRIOS PREJUDICADOS – O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Garanhuns, Adjamiro Lopes, afirmou que a categoria está sendo diretamente prejudicada pela suspensão das linhas. “O comerciário está prejudicado. É importante que o Prefeito se posicione, porque o prejuízo não é só do comerciário, mas da população em geral”, declarou Lopes ao Blog do Carlos Eugênio. Até o momento, o Sindicato não informou se adotará medidas judiciais para resguardar os direitos da categoria.
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MORADORES ARTICULAM REAÇÃO – Já o presidente da Associação Comunitária do bairro Aloísio Pinto, Matheus Brasileiro, publicou vídeo nas redes sociais questionando a suspensão da linha Mundaú. Ele afirmou que buscará “a melhor medida possível para solucionar esse problema de vez”. A expectativa é de que a associação possa recorrer ao Judiciário. Confira a posição acima.

MOVIMENTO ESTUDANTIL CONVOCA MANIFESTAÇÃO – Em busca de respostas e de uma solução imediata, o Movimento Estudantil Correnteza, a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), em parceria com diretórios acadêmicos da UFAPE e do movimento Unidade Popular, convocam uma manifestação para amanhã, dia 4, às 9h, em frente à Universidade.

O ato ocorrerá durante a visita do ministro da Educação, Camilo Santana (imagem acima), à Instituição, o que deve ampliar a repercussão do protesto. A mobilização deve reunir estudantes, trabalhadores da Universidade e moradores das localidades afetadas.

DECISÃO JUDICIAL – A atual situação decorre de decisão proferida na Ação Civil Pública nº 0005283-92.2020.8.17.2640. A Justiça reconheceu a existência de transferência irregular da operação de linhas de transporte sem licitação entre as empresas São Cristóvão e Padre Cícero, declarando nulo o contrato de cessão parcial firmado em 2012 (relembre AQUI). Com a decisão, o Município passou a ter a obrigação de reorganizar o sistema de transporte coletivo, assegurando a continuidade do serviço durante o processo de adequação à legalidade.