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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | domingo, 08 de março de 2026

 

A Empresa São Cristóvão, que desde a última quinta-feira, dia 5, assumiu a “deficitária” linha Mundaú, voltou a alertar para a possibilidade de encerrar as atividades em Garanhuns. O posicionamento foi novamente apresentado numa reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT). O Encontro realizado no final do mês passado, teve como tema central o desequilíbrio econômico-financeiro do Contrato de Permissão do Serviço, cuja vigência começou em 2012 e se encerra em 2029.

 

Durante a reunião, cuja Ata foi publicada no Diário Oficial (baixe AQUI), o gerente da São Cristóvão, Domingos Sá, afirmou que a Empresa tem enfrentado sérias dificuldades financeiras e continua operando por responsabilidade social com a população.

 

 

Segundo ele, os Funcionários estão há quase três anos sem reajuste salarial, embora os salários continuem sendo pagos, inclusive com recursos provenientes de Empréstimos pessoais do proprietário da Empresa. O alto custo de manutenção da frota, assim como o envelhecimento dos ônibus, também foi apontado como consequências da crise financeira.

 

O Gerente também revelou não haver capital para abastecer plenamente os tanques de diesel, sendo o abastecimento realizado de forma fracionada e citou a possibilidade de a Empresa passar a não conseguir honrar compromissos futuros, inclusive para aquisição de diesel.

 

 

A Empresa voltou a informar ter encaminhado à Prefeitura, à AMSTT e à Procuradoria Geral do Município documentação solicitando reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, processo que ainda aguarda conclusão.

 

 

SISTEMA OPERA NO VERMELHO – O Cenário discutido no Conselho confirma informações divulgadas pelo Blog do Carlos Eugênio, que apontam uma crise antiga no transporte coletivo da Cidade.

 

Antes da Pandemia, segundo dados fornecidos pela São Cristóvão, o Sistema registrava cerca de 600 mil passageiros por mês. Em 2025, esse número caiu para cerca de 180 mil, uma redução superior a 70%. Segundo a Concessionária, mais de 50% dos usuários não pagam passagem, em razão das gratuidades, o que compromete a arrecadação. A Crise também é atribuída a concorrência do transporte por aplicativo e mototáxis, além dos impactos econômicos da pandemia.

 

Com a queda na demanda e o aumento das gratuidades, o Transporte Coletivo passou a operar com déficit superior a R$ 400 mil mensais, segundo a Empresa.

 

 

PEDIDO DE SUBSÍDIO – Para evitar o colapso do Sistema, a Concessionária defende a criação de um subsídio público mensal de aproximadamente R$ 220 mil, além de possíveis isenções tributárias.

 

 

Clique em player para assistir o Vídeo gravado em 2021. 

 

A Prefeitura, por meio da Procuradoria, analisa, desde março do ano passado, a viabilidade de repasses públicos, buscando comprovar o déficit e avaliar formas de reequilibrar o contrato firmado em 2012 (relembre AQUI). No entanto, passado um ano do início da análise e quase seis anos após o Prefeito Sivaldo Albino (PSB) ter reconhecido a dificuldade em entrevista à Rádio Jornal, não há qualquer posicionamento oficial sobre o apoio financeiro ao Sistema. (@blogcarloseugenio)