BUSCA DE NOTÍCIAS 2021
BUSCA DE NOTÍCIAS DE 2013 A 2020
BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | sexta-feira, 29 de maio de 2026

 

Após o episódio envolvendo o desaparecimento temporário de um Estudante com deficiência que saiu da Escola José Ferreira Sobrinho, no distrito de São Pedro, em Garanhuns (relembre AQUI), a mãe da criança, Tatiana da Neves Nunes da Silva, fez um apelo para que sejam discutidas questões relacionadas ao bullying e à estrutura de atendimento aos alunos com deficiência na Rede de Ensino.

 

Segundo Tatiana, o caso do filho acende um alerta sobre os impactos que situações de intimidação podem causar dentro do ambiente escolar.

 

Clique em player para assistir o Vídeo.  

 

“Uma coisa que eu queria muito que abordassem é a questão sobre bullying nas escolas, que está muito exagerado. No caso do meu filho, por ele ser especial, ele se sentiu acuado, assustado e fugiu”, afirmou.

 

A Mãe destacou que o problema pode ter consequências ainda mais graves para outras crianças e adolescentes. “Tem meninos que acabam cometendo um assassinato ou até suicídio por causa dessa situação. O meu, por ser especial, sentiu medo”, relatou.

 

 

Além da preocupação com o bullying, Tatiana chamou atenção para o número reduzido de profissionais responsáveis pelo acompanhamento de estudantes com deficiência.

 

“São 40 PCDs para oito profissionais cuidarem. A demanda é muito grande para poucos profissionais. Teriam que colocar mais profissionais para dar uma qualidade melhor de convivência e mais assistência às crianças”, disse.

 

 

Ela explicou que a sobrecarga dificulta o atendimento individualizado. “Como é que uma pessoa que é apoio vai cuidar de sete crianças especiais sozinha? Se acontece uma situação como a que aconteceu com meu filho, ela não poderia nem ir atrás dele porque estaria cuidando de outras crianças”, pontuou.

 

Tatiana também ressaltou que não atribui toda a responsabilidade à Escola e elogiou o trabalho realizado pelos profissionais da Escola José Ferreira Sobrinho. “Eu não posso só jogar a culpa na escola. Teve erros, teve. Mas uma parte do que ocasionou isso foi justamente a questão dos profissionais serem poucos. Eles trabalham muito bem, só que estão muito sobrecarregados”, afirmou.

 

 

A Mãe fez questão de destacar o relacionamento positivo da família com a equipe escolar. “O diretor, os professores e os profissionais de apoio sempre trataram meus filhos muito bem. Todos os meus filhos gostam deles. Não tenho o que reclamar da escola sobre essa questão”, declarou.

 

Por fim, ela reforçou que seu principal apelo é por mais investimentos na inclusão escolar. “O que tem que ser abordado mesmo é a questão da quantidade de profissionais. Como mãe atípica e também autista, eu me preocupo muito com essa demanda tão grande para poucos profissionais. Fica muito difícil para eles também”, concluiu Tatiana da Neves Nunes da Silva.

 

 

Acionada, a Secretaria de Educação de Garanhuns ainda não comentou as posições da Mãe do Estudante da Escola José Ferreira Sobrinho. Nas redes sociais e ao comentar a postagem do @agreste.noticias, muitas pessoas relatam casos semelhantes em outras Escolas de Garanhuns (imagens acima), revelando não ser esse um caso isolado e que os episódios de bullying dentro das Unidades de Ensino merecem mais atenção das Autoridades Educacionais, da Promotoria e da Justiça. (@blogcarloseugenio)