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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 

“Só a louca da Raquel Lyra, pega o avião que é pra usar na saúde, muda de configuração pra ela fazer as visitas políticas dela! Que o dia dela tá chegando, dia 1º de janeiro ela deixa de ser Governadora do Estado de Pernambuco”.

 

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A declaração é do vereador Maurilio Cavalcanti (PSB), do município de Angelim, e foi registrada durante a 14ª Reunião Ordinária da Câmara daquele Município, nessa quarta-feira, dia 18. A fala pode gerar discussão sobre eventual violência política de gênero ou misoginia, especialmente pelo uso do termo “louca” para se referir à Governadora e Candidata à Reeleição.

 

 

A violência política de gênero se configura em ações que visam deslegitimar um mandato exercido por uma mulher. No Brasil, a conduta é crime tipificado pela Lei nº 14.192/2021, com penas que variam de 1 a 4 anos de reclusão e multa. Já a Misoginia pode se manifestar através de violências verbais. A caracterização jurídica da conduta, entretanto, depende da análise das circunstâncias e da finalidade da manifestação, caso aconteça, pelas Autoridades Competentes.

 

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CONTEXTO – O posicionamento do Vereador foi registrado durante discussão sobre o uso de ônibus locados para transportar cidadãos para um evento político realizado no Município, no domingo passado, dia 16, e se referia a uma reportagem da Folha de São Paulo, publicada em junho passado, que apontava que um avião King Air 260, adquirido por R$ 64,3 milhões para reforçar o atendimento aeromédico, também foi utilizado em deslocamentos da Governadora.

 

Ao explicar o caso, o Governo de Pernambuco declarou que as aeronaves são utilizadas exclusivamente em missões institucionais de interesse público e que os equipamentos médicos são retirados apenas temporariamente quando os voos não envolvem operações de saúde. A Gestão informou ainda que a maior parte dos deslocamentos da Governadora é feita em voos comerciais e que foram realizados 45 trechos em aeronaves oficiais desde o início do Governo, em janeiro de 2023 (saiba mais AQUI).

 

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Antes de citar Raquel Lyra, o Parlamentar também fez menção a Jair Bolsonaro, que segundo a fala de  Maurilio Cavalcanti, transportou drogas, “pra lá e pra cá”, no avião presidencial. O Vereador Angelinense também usou o termo “quadrilha” na fala referente ao Ex-presidente. O vídeo completo pode ser acessado no perfil da Câmara de Angelim, no YouTube, ou clicando AQUI.

 

 

A POSIÇÃO DO VEREADOR – Em Nota enviada ao Blog, o vereador Maurílio Cavalcanti, registrou que o pronunciamento foi feito “no exercício das prerrogativas constitucionais”, referente à crítica, segundo ele “destinada à má utilização de equipamento público por parte da Senhora Governadora de Pernambuco”.

 

Ainda na Nota, o Parlamentar registra que “como amplamente noticiado pelos mais diversos veículos de imprensa, inclusive de abrangência nacional, como, por exemplo, a Folha de São Paulo, uma aeronave adquirida pelo Governo de Pernambuco e equipada para operações aeromédicas passou a ser usada também em viagens da governadora Raquel Lyra para agendas oficiais e compromissos políticos. A partir da referida informação, utilizei a tribuna da Casa Legislativa da qual faço parte para externar a minha opinião no sentido de repudiar tal prática e, ainda, cobrar da Governadora Raquel Lyra explicações ao povo angelinense o porquê de uma aeronave comprada por R$64,3 milhões para reforçar o atendimento aeromédico ter sido utilizada em seus deslocamentos políticos e institucionais”.

 

De acordo com a Nota assinada por Maurílio Cavalcanti, “a sociedade tem o direito de saber por que um equipamento adquirido para salvar vidas deixou de cumprir sua função enquanto era utilizado para transportar a chefe do Executivo estadual” e garantiu que as manifestações proferidas “inserem-se estritamente no exercício da função pública e no papel fiscalizatório que a Constituição Federal confere ao mandato de Vereador”, finalizou o Parlamentar Angelinense. (@blogcarloseugenio)