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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

 

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) afirmou, nesta segunda-feira, dia 26, que a investigação preliminar realizada pela Polícia Civil envolvendo o secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro, ocorreu de forma técnica, legal e sem qualquer motivação política. A apuração foi revelada em reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, que classificou a atuação policial como “espionagem” (confira abaixo).

 

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Segundo o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, a investigação teve início após o recebimento de uma denúncia anônima entregue na sede da SDS, no bairro de Santo Amaro, no Recife.

 

 

A denúncia apontava o suposto uso de um veículo oficial da Prefeitura do Recife para recebimento de propina. Diante disso, foi instaurado um procedimento de verificação preliminar, realizado entre agosto e outubro de 2025, sem abertura de inquérito policial.

 

 

Carvalho explicou que a apuração envolveu três delegados e sete agentes da área de inteligência, com foco exclusivo no veículo citado na denúncia. “Não houve acompanhamento de rotina pessoal, familiar ou de veículos particulares. A denúncia mencionava um único automóvel, e foi isso que foi verificado”, afirmou. De acordo com ele, não foi utilizado qualquer método que exigisse autorização judicial, estando a atuação amparada pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

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Ao final do procedimento, não foram encontrados indícios que confirmassem a denúncia, o que levou ao encerramento da apuração. “A Polícia Civil investiga fatos, não pessoas. Se os fatos não se confirmam, o procedimento é encerrado, como ocorreu neste caso”, declarou o delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro, que também participou da coletiva.

 

 

PREFEITURA FALA EM USO POLÍTICO DA POLÍCIA – Em nota, a Prefeitura do Recife repudiou o que classificou como tentativa de uso indevido das forças policiais para perseguição política. O texto afirma que a conduta seria “ilegal, inconstitucional e imoral” e que a Gestão Municipal adotará medidas administrativas e judiciais para defender seus servidores. A Prefeitura não comentou, entretanto, as explicações apresentadas pela SDS e pela Polícia Civil.

 

A SDS reforçou que a tentativa de rotular a apuração como espionagem distorce os fatos e compromete a credibilidade do trabalho policial. “Não investigar uma denúncia seria, isso sim, uma irresponsabilidade”, concluiu Alessandro Carvalho. (@blogcarloseugenio, com informações e imagens do JC, Folha de Pernmabuco e TV Record)