
O Prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), entrou em contato com o Blog do Carlos Eugênio para contestar informações sobre o financiamento das obras da nova Maternidade do Município. Segundo o Gestor, os dados que apontam ausência de recursos estaduais teriam sido repassados pelo próprio Governo Federal.


Albino apresentou documento do Gabinete do Ministério da Saúde que formaliza a execução da obra dentro do Novo PAC Saúde, por meio do Fundo Estadual de Saúde de Pernambuco, com investimento total de R$ 60 milhões. “A obra ficou por R$ 58,2 milhões. O Governo Federal repassou R$ 60 milhões. Recebi essas informações do Ministério da Saúde, que confirmam que a obra é do PAC, 100% Federal”, afirmou o Prefeito.

Diante da declaração, o Blog voltou a procurar o Governo do Estado, que apresentou dados do portal TransfereGov, do Governo Federal. Segundo o extrato, dos R$ 60 milhões previstos, foram contratados R$ 43.909.016,59, restando um saldo de R$ 16.091.055,41. O Estado argumenta que esse valor não utilizado está relacionado à contrapartida estadual na execução da obra.

O Governo de Pernambuco reforça que o projeto, executado pela Cehab, conta com R$ 14.290.984,96 de recursos estaduais. O diretor-presidente da Companhia, Paulo Lira, já havia informado que, do total contratado de R$ 58,2 milhões, cerca de R$ 43,9 milhões são oriundos de repasses federais via Caixa Econômica Federal, enquanto o restante corresponde à participação financeira do Estado.


Mais cedo, o deputado Estadual Izaías Régis (PSD), registrou que o Prefeito estaria desinformando a população por incômodo político. Segundo ele, a governadora Raquel Lyra garantiu o terreno, articulou cerca de R$ 44 milhões junto ao presidente Lula e o Estado vem investindo mais de R$ 14 milhões na obra, além de assumir a futura estruturação da maternidade.

“Independentemente do que o Prefeito ache ou diga, Raquel e Lula estão garantindo uma Maternidade que atenderá 24 horas e terá capacidade para realizar seis mil partos por ano, além de ofertar serviços ginecológicos e obstétricos de alta e média complexidade para às mulheres do Agreste”, observou Izaías Régis. (@blogcarloseugenio)