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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | sexta-feira, 06 de novembro de 2026

 

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (ADAGRO) confirmou um caso de raiva dos herbívoros em uma vaca no município de Águas Belas. A confirmação ocorreu no último dia 28, após resultado positivo no exame de Imunofluorescência Direta, realizado pelo Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário (LABVET).

 

Diante da ocorrência, o Órgão iniciou um período de 90 dias de vigilância sanitária, com ações em propriedades rurais de Águas Belas e Iati. A medida busca identificar possíveis novos casos, monitorar a presença de morcegos hematófagos e ampliar a proteção dos rebanhos da Região.

 

 

De acordo com a ADAGRO, a área de vigilância reúne 1.345 propriedades rurais e aproximadamente 29,7 mil animais herbívoros. A vacinação contra a raiva é obrigatória para os animais com três meses ou mais, incluindo bovinos, ovinos, caprinos e equídeos. O prazo para imunização de todo o rebanho da zona estabelecida vai até 26 de janeiro de 2027.

 

A investigação apontou que o animal infectado tinha cinco anos e fazia parte de um rebanho leiteiro. Entre os sinais clínicos apresentados estavam dificuldade de locomoção, falta de coordenação, salivação excessiva, perda de apetite, fraqueza e alterações de comportamento. Posteriormente, a vaca caiu, permaneceu deitada e morreu.

 

 

Antes desse caso, a ADAGRO já havia confirmado um foco de raiva dos herbívoros em um bovino no município de Caetés. O resultado positivo saiu em 13 de outubro, no Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário (LABVET/Agrodefesa, em Goiânia-GO), pela técnica de Imunofluorescência Direta. A partir de então, a ADAGRO adotou vigilância ativa por 90 dias numa zona de seis municípios: Caetés, Capoeiras, Paranatama, Pedra, Pesqueira e Venturosa, e reforça a vacinação de todos os herbívoros (relembre AQUI).

 

A raiva dos herbívoros é uma doença viral que compromete o sistema nervoso central e apresenta evolução fatal após o aparecimento dos sinais clínicos. No ambiente rural, a transmissão ocorre principalmente pela mordida de morcegos hematófagos infectados, conhecidos popularmente como morcegos-vampiros.

 

 

Além dos prejuízos à pecuária, a doença representa um risco à saúde pública, por ser uma zoonose. Por isso, a ADAGRO orienta que produtores não manipulem animais com suspeita de infecção e comuniquem imediatamente qualquer ocorrência de alterações neurológicas, mordidas de morcegos ou mortes suspeitas ao serviço veterinário oficial.

 

O Órgão também reforça que a vacinação é a principal medida de prevenção. Nas propriedades em que os animais estão recebendo a primeira dose, é necessário realizar o reforço após 30 dias. A imunização deve ser declarada à ADAGRO em até 30 dias, mediante apresentação da nota fiscal da vacina ou declaração do médico-veterinário.

 

As equipes de fiscalização seguem atuando na Região, com inspeções nas propriedades, acompanhamento da vacinação e monitoramento de abrigos de morcegos. A orientação é que os produtores rurais mantenham a vacinação em dia e procurem os escritórios da ADAGRO diante de qualquer suspeita. (@blogcarloseugenio)