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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | segunda-feira, 27 de abril de 2026

 

A situação de abandono do Cristo do Magano, um dos principais atrativos turísticos de Garanhuns, e que está em reforma há quase três anos, ganhou repercussão estadual após críticas contundentes do Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho em Pernambuco (TRT-PE), Fábio André de Farias. Em artigo publicado no Jornal do Commercio, o Magistrado relatou a precariedade da estrutura e fez um apelo direto às autoridades e à sociedade local.

 

Logo no título, o tom da crítica já antecipa a gravidade do cenário: “os sinônimos para o Cristo do Magano em Garanhuns são abandono, tristeza, talvez até melancolia”. Ao longo do texto, o Desembargador descreve uma experiência marcada pela frustração diante do estado de abandono do espaço.

 

“De longe, só é possível ver o Cristo à distância tendo em vista uma proteção decadente que nos impedia. Vislumbrei um crucificado desbotado, até mesmo sujo”, escreveu. Em outro trecho, reforça o impacto simbólico da situação: “impossível imaginar que o maior Mártir da Cristandade esteja naquele estado”.

 

A crítica não se restringe ao monumento principal. O artigo aponta problemas estruturais graves em todo o complexo turístico, incluindo risco à segurança dos visitantes. “No caminho as calçadas estão cobertas [de] cocô de cavalo e mato”, relata. Sobre o teatro ao ar livre existente no local, o diagnóstico é ainda mais alarmante: “Tudo está lá, mas não por muito tempo. Colunas já foram ao chão e não aconselhamos ninguém descuidar na passagem pelas pontes lá construídas”.

 

Em tom irônico e crítico, o Desembargador, se referindo ao espaço onde acontecia o Espetáculo Jesus Alegria dos Homens, ainda menciona a deterioração do local que deveria ter função cultural. “Tudo está lá: o local da Santa Ceia, o espaço do julgamento, as portas de entradas, só faltaram os burrinhos”.

 

Apesar das críticas, o Magistrado reconhece o valor histórico e cultural do equipamento, inaugurado em 1954, e faz um apelo direto por providências: “Vale a visita? Vale, mas com cuidado (…) Vale também porque pode ser que a Prefeitura, a FUNDARPE, o Ministério Público Estadual e a sociedade garanhuense, olhando os visitantes, lembrem-se de preservar aquele patrimônio histórico e cultural”.

 

Clique AQUI e saiba mais sobre a situação do Cristo do Magano e as medidas adotadas pela Prefeitura de Garanhuns para retomar as obras de reforma daquele espaço.

 

 

MINHA OPINIÃO – A manifestação pública de uma autoridade do Judiciário pode adicionar peso político ao debate e ampliar a pressão sobre a Prefeitura de Garanhuns, responsável pela preservação do patrimônio. O episódio expõe não apenas o abandono de um ponto turístico, mas também levanta questionamentos sobre prioridades governamentais, especialmente num Município que busca se consolidar, pelo menos no discurso político , como polo cultural e turístico do Brasil. (@blogcarloseugenio)