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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | terça-feira, 19 de maio de 2026

 

Uma audiência pública realizada nessa segunda-feira, dia 18, na Câmara Municipal de Bacabal, no Maranhão, reacendeu o debate sobre o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. As crianças desapareceram no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural do Município, e seguem sem paradeiro conhecido quatro meses após o caso.

 

 

A atividade foi promovida em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e contou com a presença de parlamentares da Comissão de Enfrentamento à Violência Sexual Infantil da Câmara dos Deputados, além de representantes das forças de segurança, do Poder Judiciário, vereadores e familiares das vítimas.

 

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Presidindo a Comissão, o deputado federal Fernando Rodolfo afirmou que o caso ultrapassou os limites do Município e defendeu a participação da Polícia Federal nas investigações. “Não é mais um caso de Bacabal. Quem quer resposta é o povo brasileiro, o Estado brasileiro. Não há como aceitar em silêncio essa demora toda”, declarou o Parlamentar durante a audiência. Segundo ele, “já passou da hora dessa investigação ter o apoio federal”.

 

 

A Comissão esteve em Bacabal para uma visita técnica autorizada pelo Congresso Nacional, com o objetivo de coletar informações sobre o desaparecimento das crianças. O grupo possui autorização para realizar diligências, vistorias técnicas e acompanhar denúncias graves em diferentes regiões do País. O Poder Judiciário foi representado pelo juiz Celso Serafim, coordenador do Núcleo Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais.

 

 

Segundo a Comissão da Câmara Federal, novas diligências ainda serão realizadas na comunidade onde ocorreu o desaparecimento. Familiares também deverão ser ouvidos nos próximos dias. Ainda de acordo com a Comissão, as informações coletadas durante a visita técnica irão compor um relatório que será encaminhado ao Ministério da Justiça e poderá subsidiar uma possível federalização do caso. (@blogcarloseugenio, com imagens de Rafael Sobral)