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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | quarta-feira, 27 de maio de 2026

 

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira, dia 27, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

 

Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

 

 

Segundo as investigações, o esquema teria provocado prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas entre os anos de 2019 e 2024, por meio de descontos associativos não autorizados. As apurações apontam que os desvios podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

 

A operação investiga crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação patrimonial.

 

 

Em Pernambuco, o foco principal da investigação está em Garanhuns. Entre os principais alvos no Estado estariam um ex-dirigente ligado à Superintendência Regional do Nordeste do INSS, e um ex-gerente executivo do Instituto no Município. Os nomes ainda não foram divulgados oficialmente pela Polícia Federal. 

 

De acordo com a PF, os portais de notícias G1, Jornal do Commercio e Blog do Ricardo Antunes, o ex-dirigente ligado à Superintendência Regional do Nordeste do INSS, teria ligação com a ABAPEN, entidade que teria recebido cerca de R$ 70,9 milhões em descontos ao longo de 2024. Parte dos recursos, aproximadamente R$ 24,7 milhões, teria sido destinada a empresas ligadas ao empresário Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais investigados no esquema. Também são citados nas investigações Gutemberg Tito de Souza e Zacarias Canuto Sobrinho, apontados como articuladores ligados à administração de associações investigadas.

 

 

Outros investigados são Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Alexandre Caetano e Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, apontados pela PF como operadores e intermediários financeiros da estrutura investigada.

 

Já em São Paulo, a operação mira o grupo conhecido como “Golden Boys”, ligado às associações Amar, Master Prev, AASP e ANDAPP. Entre os investigados estão Américo Monte Júnior, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode e Anderson Cordeiro de Vasconcelos.

 

Parte dos investigados já é alvo de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Até o momento, a PF e a CGU não divulgaram detalhes sobre o valor total bloqueado nem sobre novas prisões relacionadas à Operação. (@blogcarloseugenio, com informações do G1/JC/Blog Ricardo Antunes e Assessoria PF)