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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | quarta-feira, 21 de outubro de 2026

 

Quase nove meses após o registro da enchente que deixou cerca de 200 famílias desalojadas e provocou prejuízos para moradores do Distrito de São Pedro, em Garanhuns (relembre AQUI), a Prefeitura de Garanhuns concluiu o processo para comprar e instalar uma Central de Sirene Inteligente de Emergência, com sistema de acionamento remoto via internet, firmware customizado e integração completa para emissão de alertas sonoros em situações de risco.

 

 

A medida foi oficializada por meio do Extrato de Contrato n° 09/2026, publicado no Diário Oficial. Segundo a publicação, o equipamento custará R$ 40 mil reais. Não consta no documento, o prazo para instalação do Sistema. A reportagem não conseguiu localizar o Contrato nos canais de transparência do Município. 

 

 

O objetivo, segundo a publicação, é instalar um sistema para “emissão de alertas sonoros e comunicação emergencial, destinado à prevenção e resposta a situações de risco, emergência ou calamidade pública (…); visando a redução de riscos de inundações causadas pelo transbordamento do Rio Canhoto, no distrito de São Pedro”. O aviso permitirá evacuações mais rápidas em caso de aumento do nível do manancial.

 

 

Apesar da iniciativa, a instalação da Central representa apenas uma solução paliativa diante da gravidade do problema enfrentado pela população do Distrito, prejudicada por duas ocasiões nos últimos anos, em julho de 2022 (relembre AQUI), e em fevereiro passado (relembre AQUI), quando famílias perderam móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos. Embora a Prefeitura tenha concedido um auxílio emergencial de R$ 5 mil às famílias afetadas, muitos moradores, sobretudo pequenos comerciantes, consideraram o valor insuficiente diante dos prejuízos acumulados.

 

 

SOLUÇÕES DE FATO – Entre as medidas consideradas estruturantes para evitar novas tragédias em São Pedro estão a construção de uma barragem de contenção; o alargamento do leito do rio; a ampliação de uma ponte localizada no eixo central do Distrito, que por ser estreita,  compromete a vazão da água durante períodos de chuva intensa, além da principal e definitiva, que é a construção de moradias populares para reassentamento das famílias que vivem às margens do Rio Canhoto. O Blog do Carlos Eugênio não conseguiu apurar se algumas dessas providências vem sendo adotadas pela Municipalidade.

 

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Em abril passado, moradores que residem na área de risco se mobilizaram e cobraram intervenções definitivas capazes de impedir que a população continue convivendo com o medo das enchentes. Em vídeos enviados ao Blog do Carlos Eugênio, os populares mostraram preocupação com a chegada do período chuvoso e do temor de novos alagamentos, porém a Gestão Municipal sequer se pronunciou após a mobilização. (@blogcarloseugenio)