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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | sexta-feira, 17 de julho de 2026

 

O show da cantora Tiê, a partir das 18h desta sexta-feira, dia 17, marcará não apenas a estreia do Palco Estação no 34º FIG, como também a reabertura do Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti ao público, após quase vinte meses em reforma.

 

 

Em Garanhuns, Tiê (imagem acima) apresentará o show da nova turnê, denominada de “Esgotada & Amorosa”. O acesso a apresentação da Cantora Paulista acontecerá através da retirada de ingressos no local uma hora antes da apresentação.

 

 Clique em player e confira a reportagem realizada no dia 20/01/2026.

 

CENTRO CULTURAL – Até a última atualização contratual, as obras de recuperação do Centro Cultural apresentavam um custo de R$ 448.853,54, sendo R$ 299.263,98 referentes ao contrato original, firmado em novembro de 2024, e R$ 149.589,56 correspondentes a um Termo Aditivo.

 

 

Inicialmente prevista para ser concluída em apenas 30 dias, a reforma se estendeu por quase 20 meses, após contratada, e passou a ser alvo de questionamentos nos âmbitos administrativo e judicial. As contestações envolveram a contratação por dispensa emergencial de licitação, o prolongamento da execução dos serviços e o acréscimo de quase 50% no valor contratado por meio de Aditivo.

 

 

TCE-PE – Na esfera administrativa, o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) decidiu não conceder medida cautelar que solicitava a suspensão de novas liquidações e pagamentos do Contrato nº 437/2024. A decisão, registrada em abril passado, reconheceu a existência de inconsistências documentais apontadas pela área técnica, como contradições nas justificativas para a contratação emergencial e fragilidades na fundamentação do aditivo contratual.

 

 

Apesar disso, o conselheiro Valdecir Pascoal (imagem acima) entendeu que não havia ilegalidade capaz de justificar a suspensão imediata dos pagamentos. Os autos do processo, aberto a partir de denúncia da cidadã Rayssa Godoy, foram enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU), em razão da utilização de recursos federais da Política Nacional Aldir Blanc na execução da obra (saiba mais AQUI).

 

 

JUSTIÇA – Já na Justiça, a situação teve desfecho diferente. Em março deste ano, a Vara da Fazenda Pública de Garanhuns concedeu parcialmente liminar em uma Ação Popular e determinou a suspensão dos repasses diretos à Empresa contratada. Pela decisão, eventuais valores devidos deveriam ser depositados judicialmente até nova deliberação (relembre AQUI).

 

A ação foi proposta pela advogada Mirella Amaral, que alegou possíveis irregularidades na contratação, incluindo o uso indevido da dispensa emergencial de licitação, falta de transparência e potencial prejuízo ao erário. O processo segue em tramitação na Justiça. (baixe o Processo AQUI). (@blogcarloseugenio)