BUSCA DE NOTÍCIAS 2021
BUSCA DE NOTÍCIAS DE 2013 A 2020
BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | quarta-feira, 17 de junho de 2026

 

Um vídeo divulgado nas redes sociais pela ex-vereadora Magda Alves voltou a expor as condições enfrentadas por famílias durante sepultamentos na área de expansão do Cemitério São Miguel, em Garanhuns. As imagens mostram dificuldades de acesso, presença de mato, lixo, restos de construção e obras acontecendo simultaneamente aos enterros.

 

 

Segundo Magda Alves, a estrutura atual impede que os caixões sejam carregados de forma adequada. “No momento do sepultamento, os caixões não podem ser levados por seis pessoas, mas apenas por duas, pois simplesmente não há espaço para que as seis pessoas possam levar o caixão dignamente”, afirmou.

 

  Clique na imagem para assistir o Vídeo.

 

Ainda de acordo com a ex-vereadora, o acesso ao local continua sendo realizado por um muro quebrado e por um caminho irregular em meio a entulhos, manilhas expostas e obras de construção de novas gavetas funerárias.

 

O acesso a nova área do Cemitério é feito através da abertura de um Muro e não há espaço para seis pessoas conduzirem o Caixão. 

 

Após passar pelo muro, ainda é preciso percorrer cerca de cem metros em meio tubos de concreto expostos, mato e lixo.

 

“Para sepultar alguém, é preciso seguir por um caminho irregular e os sepultamentos estão sendo feitos simultaneamente às obras de construção de novas gavetas”, relatou Magda, que também denunciou um forte odor vindo das gavetas já utilizadas. Segundo ela, o cheiro pode estar relacionado ao líquido proveniente da decomposição dos corpos, o necrochorume, revelando também possíveis problemas ambientais e de saúde pública.  

 

 

As denúncias sobre a situação da ampliação do Cemitério São Miguel não são recentes. Em janeiro e em abril deste ano, reportagens do Blog do Carlos Eugênio já haviam trazido reclamações de famílias sobre a precariedade do espaço destinado aos sepultamentos (relembre AQUI).

 

 

O caso também foi tema de denúncias no programa Arraiá do Gláucio Costa, da Marano FM. Em uma das participações, um Cidadão criticou as condições enfrentadas pelas famílias no momento da despedida dos parentes. “A família já está fragilizada com a perda de alguém querido e ainda ter que sepultar num ambiente daquele?”, questionou.

 

O denunciante também relatou a dificuldade no trajeto até o local de sepultamento. “Primeiro tem que passar com o caixão por cima dos outros túmulos, com apenas duas pessoas segurando, porque não cabem as seis. Depois passa por um muro caído, porque não tem acesso, e ainda tem que percorrer quase cem metros em meio a manilhas, mato e lixo. Na hora de sepultar, você se depara com obras de alvenaria. Isso é muito indigno”, afirmou.

 

 

AUTORIDADES – A problemática ocorre mesmo após decisão judicial relacionada à ampliação do Cemitério. Em março deste ano, o Juiz da Vara da Fazenda Pública de Garanhuns, Glacidelson Antônio, confirmou liminar e determinou que a Prefeitura conclua integralmente as obras de ampliação do Cemitério São Miguel conforme projeto apresentado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

 

 

 

 

 

A decisão atende Ação Civil Pública movida pelo Promotor Domingos Sávio, que apontou omissão da Gestão Municipal diante da superlotação dos cemitérios públicos da Cidade (relembre AQUI).

 

 

No último mês de maio, o MPPE instaurou novos procedimentos para investigar denúncias relacionadas à ausência de acesso adequado, problemas sanitários e abandono na área de expansão do Cemitério, as mesmas relatadas pela Imprensa e pela Ex-vereadora. O Município teria prazo de até 15 dias para responder aos questionamentos apresentados pelo Órgão Ministerial (relembre AQUI).

 

Até o momento, a Prefeitura de Garanhuns não se pronunciou oficialmente sobre os fatos. O Blog do Carlos Eugênio está à disposição para trazer a versão da municipalidade. (@blogcarloseugenio)